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O Palmeiras acertou nesta terça-feira (27) a renovação de contrato do meio-campista Luis Pacheco até 2031. Desde 2021 no clube, a Cria da Academia de 18 anos foi vitoriosa na base e já soma 13 jogos pelo Profissional. O atleta, algumas vezes elogiado pelo técnico Abel Ferreira em entrevistas e com convocações para seleções inferiores, valorizou o reconhecimento e agradeceu todo o respaldo que o Verdão sempre lhe deu.

“O sentimento é de vitória, de gratidão. Agradeço ao Palmeiras, a todos os profissionais, ao João Paulo Sampaio, a todo o staff da base e do profissional também. Agradeço a todos que me ajudaram a chegar até aqui, porque não foi um caminho fácil. É seguir trabalhando com muita confiança. O elogio do Abel reflete no dia a dia. Estou ali treinando, em busca de um espaço e de minutagem. É seguir trabalhando e focado no que tenho pela frente”, disse.

O jovem relembrou o carinho do clube quando sua mãe faleceu. “Ser uma Cria da Academia não é para todo mundo. É bom pelos profissionais que temos aqui, sempre nos apoiando nos momentos bons e difíceis. Tive um momento ruim na minha vida, perdi minha mãe, e o Palmeiras me apoiou no pior momento da minha vida. Esse clube é maravilhoso, só tenho a agradecer. Me deram tempo, ofereceram apoio, tudo que eu precisei eles me proporcionaram. Sempre que entro em campo é um sonho realizado pela minha mãe, pela minha família e pelo clube que me apoia”, destacou.

Natural de Lajeado (RS), Luis Pacheco saiu cedo de casa e passou alguns anos defendendo o Juventude, de Caxias do Sul (RS). Captado pelo Alviverde, morou na casa do amigo e companheiro de clube Erick Belé. “Eu jogava na escola e me destaquei. Tinha lá um professor, o Davi, que gostou e me indicou para uma escolinha, a Pratas da Casa, em Rio do Meio. Lá eu jogava o Regional na cidade. Disputamos um amistoso contra o Juventude, eles gostaram, e mandaram eu ficar. Como eu morava longe, eu ia aos finais de semana, ficava o final de semana em Caxias do Sul, treinava e voltava”, contou.

Luis Pacheco está na base do Palmeiras desde 2021 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

“Teve um momento que o pessoal do Juventude levou a mim e a minha família para Caxias. Morei lá por quatro anos. Depois, joguei uma Copa São Ludgero, joguei a Ibercup que o Palmeiras também estava e me trouxeram para cá em 2021. E estou aqui, com gratidão e seguindo esse caminho. No meu primeiro ano, eu morei com o Erick Belé. A gente está sempre grudado, ele me apresentou São Paulo, me apresentou o Palmeiras, as pessoas que eu conheço hoje. Então não foi tão difícil de me adaptar, por ter a família dele junto comigo também. Os pais deles são como uma segunda família para mim. Depois de um ano a minha família veio para São Paulo e ficou mais tranquilo”, completou.

Por fim, o jogador, que confidenciou receber conselhos no dia a dia dos experientes Andreas Pereira e Marlon Freitas, projetou os próximos passos da carreira. “Estamos em todas as competições. Se Deus quiser, poderemos acabar um ano maravilhoso, ganhando as três competições. Mas o que eu espero é, nos próximos anos, ter continuidade nas competições, minutagem. Continuar trabalhando e focado com o grupo, sempre. Agradecer a torcida, a Família Palmeiras pelo carinho, pelo reconhecimento com o meu trabalho e seguimos juntos até 2031”, concluiu.